Cemitério da Consolação – Referência em Arte Tumular

Nesse post você vai conhecer o Cemitério da Consolação de uma nova forma. Venha ver.

 

Escultura no Cemitério da Consolação

Esculturas no Cemitérios da Consolação

Cemitério da Consolação – Referência em Arte Tumular

Localizado em uma área nobre da Cidade de São Paulo, o Cemitério da Consolação é um grande museu a céu aberto, é uma das principais referências do Brasil na área da arte tumular; Foi fundado em 10 de julho de 1858 e inaugurado oficialmente em 15 de agosto do mesmo ano, com o nome de Cemitério Municipal, tendo uma área de 76 340 m².

Na época de sua fundação, seu principal objetivo era de garantir a salubridade e evitar epidemias, pois viria para substituir o hábito então recorrente de sepultar os mortos no terreno das igrejas.

Devido a isso, em seus primeiros anos o lugar realizava o sepultamento de pessoas de todas as classes sociais, incluídos os escravos, que posteriormente foram transferidos ao Cemitério dos Aflitos. Até o ano de 1893, era o único na cidade de São Paulo, quando foi aberto o Cemitério do Brás. Em 1897, foi inaugurado o Cemitério do Araçá. Com a construção dos dois novos cemitérios, o local passou por um forte processo de elitização, praticamente recebendo quase que somente pessoas das classes média e alta, devido ao loteamento dos terrenos em jazigos perpétuos que passaram a ser vendidos pela prefeitura.

Esse cemitério possui centenas de esculturas feitas entre os séculos XIX e XX. Naquela época a elite paulistana, que utilizava-se do Cemitério da Consolação, encomendava a grandes artistas a decoração das sepulturas. Certamente, uma das obras mais importantes do Cemitério da Consolação é a do jazigo da paulista Olívia Guedes Penteado, incentivadora do modernismo no Brasil. Também o Sepultamento, de Victor Brecheret, escultura essa que foi premiada no Salão de Outono de Paris no ano de 1923. Além dessas esculturas, existem mais de 200 túmulos de grande valor histórico onde estão sepultadas pessoas conhecidas como a pintora Tarsila do Amaral e a marquesa de Santos.

Vista de uma ala do cemitério consolação

Vista do Cemitério Consolação

Onde Fica o Cemitério

O Cemitério da Consolação localiza-se na Rua da Consolação, número 1660, entre as ruas da Consolação, Sergipe, Mato Grosso e Cel. José Eusébio, na cidade de São Paulo-SP. O Cemitério da Consolação a mais antiga necrópole em funcionamento na cidade de São Paulo. É também uma das principais referências brasileiras no campo da arte tumular. O Cemitério da Consolação localiza-se no distrito da Consolação, na região central da capital paulista. O Cemitério da Consolação foi o primeiro cemitério público da cidade, inaugurado em 15/08/1858 quando foi chamado de Cemitério Municipal. Assim foi construído buscando garantir a salubridade e evitar epidemias, substituindo o hábito na época recorrente de sepultar defuntos nos interiores de igrejas. Hoje o Cemitério da Consolação é um dos 22 cemitérios públicos administrados pelo Serviço Funerário do Município de São Paulo.
Seus acessos são pela Rua da Consolação e pela Rua Mato Grosso. Tem como estações de metrô mais próximas a Estação Higienópolis-Mackenzie, da Linha 4-Amarela e a Estação Consolação, da Linha 2-Verde.

Cemitério da Consolação – Nomes famosos Sepultados

No Cemitério da Consolação, assim como o Cemitério São Pedro, encontram-se sepultados nomes famosos, o de políticos como Anhaia Melo, Washington Luís, Campos Sales, a família Matarazzo e família Jafet são primorosamente representados por belas esculturas.

Destaque também para o túmulo de Domitila de Castro do Canto e Melo, a conhecida pela história, como Marquesa de Santos. Essa famosa Marquesa, amante de Dom Pedro I inclusive ajudou na construção do Cemitério da Consolação, doando em 1857 dois contos de réis destinados a construção da original capela.

No Cemitério da Consolação também encontra-se Monteiro Lobato, um dos grande nomes da literatura brasileira. Este, possui um túmulo singelo porém imponente. Sendo quase sem adorno, o seu túmulo demonstra com o melhor exemplo sua própria reputação: a simplicidade. Também o arquiteto Ramos de Azevedo demarca enorme área do cemitério, não somente pelo seu túmulo, o qual agrega beleza ao local, mas também pela atual capela, assim como o portão de entrada e o prédio da administração do Cemitério da Consolação, que são obras do célebre arquiteto.

Cemitério da Consolação – A escravidão também faz parte

 

A escravidão também faz parte do “Cemitério da Consolação”. Luiz Gonzaga Pinto da Gama, escravo e abolicionista, está representado com a escultura de um manto sobre a cruz, símbolo escolhido para representar a sua perda.

 

CURIOSIDADES

  • Há mais de 10 anos o Cemitério da Consolação conta com Visitas Guiadas para quem quer conhecer as belezas da arte tumular da necrópole e aprender mais sobre as personalidades públicas sepultadas no local, revivendo grande parte da história de São Paulo.

 

  • Se encontra no local o Mausoléu da Família Matarazzo, o complexo tumular em granito e estatuário de bronze, é considerado o maior e mais alto mausoléu da América do Sul. Em estilo pós-renascentista, é uma colossal construção que ocupa seis terrenos, totalizando uma área de 150 m2, com aproximadamente 20m de altura.

 

  • Em 2015, moradores, concessionários e líderes comunitários reuniram-se para debater a condição do local, e o que pode ser feito no intuito de colaborar para preservar um importante patrimônio religioso, histórico e cultural; Em vista dessas melhorias, em cada túmulo foi instalado um totem com QR-code, que disponibiliza uma leitura para celular e direciona o visitante diretamente para uma página com o perfil do homenageado em questão.